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[english]

Desenvolvimento do Projeto de Produto I
Profa. Lucy Niemeyer


Ementa
Introdução esquemática ao método clássico de desenvolvimento de projetos na área de design a ser adotado nesta disciplina. Algumas técnicas específicas em que o método clássico de projeto se desdobra a cada etapa. O exame da necessidade que se localiza na origem dos projetos. Algumas técnicas de coleta de dados. Algumas técnicas de tratamento de dados. Algumas técnicas de criatividade. Algumas técnicas de comunicação dos resultados. Discussão recorrente, ao longo do semestre, a respeito do mérito dos princípios do modernismo / funcionalismo / racionalismo e do contribuição de outras influências. Discussão de vários outros tópicos também relacionados ao design que possam surgir no contexto dos projetos desenvolvidos em classe.

Objetivos Pedagógicos:
1. Dar continuidade à experiência pedagógica iniciada na disciplina de "Metodologia Visual" (nesta disciplina em particular), cursada no primeiro ano da Escola, buscando, nesta segunda fase, introduzir os alunos, [Nota de rodapé: Neste programa, utilizou-se as formas neutras "aluno" e "alunos" para significar "aluna ou aluno" e "alunas ou alunos".] de maneira mais completa, ao processo de conceber produtos industriais de baixa e média complexidade projetual, levando-se em conta, agora, implicações tecnológicas, ergonômicas, culturais, entre outras, que permitam uma maior aproximação destes trabalhos com a realidade.

2. Auxiliar na construção de uma plataforma conceitual que permitirá, nos dois anos seguintes, ao longo das disciplinas de "Desenvolvimento de Projeto de Produto II" e "III", uma adequada evolução deste grupo de alunos em direção a níveis de competência mais complexos e sofisticados.

3. Introduzir estes alunos cursando o segundo ano a uma visão complementar (um pouco mais prática do que teórica) à visão oferecida pela disciplina, também oferecida no segundo ano, de "Metodologia de Projeto" (um pouco mais teórica do que prática), facultando aos alunos a vivência, na solução de problemas reais de design, dos fundamentos básicos do, chamado, método clássico de desenvolvimento de projeto.

4. Contribuir para uma desejável remoção de várias barreiras e entraves que muitos alunos possam trazer, barreiras e entraves tais que os impeçam de ter uma relação mais plena, competente e frutífera com o universo do design. (Este objetivo implica, entre outras coisas, em procurar estabelecer pontes eficazes entre, de um lado, os próprios alunos e, de outro lado, determinados conceitos e referências pertencentes ao campo do design que não lhes sejam, ainda, completamente familiares e que possam, por isso mesmo, de certa maneira, intimidá-los.)

5. Especialmente no segundo semestre, facultar aos alunos experiências que os ajudem a compreender a esfera de intervenção da atividade do design em seu sentido mais profundo, como não estando vinculada à definição de aspectos meramente formais e superficiais dos produtos, mas, também ‹ e, talvez, sobretudo ‹, como vinculada à própria definição do conceito que dá origem aos produtos concebidos.

6. Propiciar aos alunos uma oportunidade para que comecem a testar suas próprias vozes, para que desenvolvam uma melhor percepção de suas próprias inclinações individuais, ainda que realizando trabalhos em equipe, no exercício criativo da prática projetual (a ser enriquecida por insumos teóricos e técnicos, como, também, por insumos críticos oferecidos pelo orientador e pelos próprios colegas).

7. Desenvolver ainda mais nos alunos a habilidade e a disciplina intelectual de colocar/se cada elemento, cada decisão da prática projetual sob rigoroso escrutínio da razão. (Eles deverão, por exemplo, procurar justificar, ao máximo, dentro do razoável, os principais aspectos de suas decisões projetuais ‹ por exemplo, nas várias apresentações parciais, na apresentação final, no texto de descrição da solução final e na memória descritiva a acompanhar cada projeto.)

8. Oferecer aos alunos propostas de trabalhos que impliquem em níveis adequados de desafio, ao incluírem um número dosado com certo cuidado de restrições de projeto a serem simultaneamente observadas.

9. Contribuir para que os alunos sejam capazes, ao término do ano letivo, de desenvolver projetos de baixa e média complexidade com relativa proficiência.

10. Ampliar a visão teórica dos alunos sobre a atividade do design, a partir, tanto de módulos predeterminados de informações consideradas instrumentais pelo professor, módulos tais que deverão ser apresentados na forma de briefings e de preleções, quanto de questões suscitadas na prática de projeto de cada grupo.

11. Exercitar nos alunos a capacidade de apresentação oral de seus trabalhos, incluindo a capacidade de verbalizar adequadamente as dificuldades que possam encontrar e as reflexões que venham a fazer.

12. Estimular nos alunos os ideais de busca de excelência na profissão, seja do ponto de vista técnico, seja do ponto de vista ético. Procurar contribuir para que se desenvolva neles um sentido de responsabilidade altamente profissional e proativo.

13. Estimular os alunos, desde o princípio deste aprendizado projetual no segundo ano da Escola, a valorizarem a questão do rigor projetual em todas as etapas e níveis de abstração de cada trabalho com que se defrontem.

14. Estimular nos alunos uma visão dialética em que teoria e prática encontrem-se, indissolúvel e sinergeticamente imbricadas, visão esta que seja desprovida do mais mínimo preconceito, seja contrário à dimensão teórica, seja contrário à dimensão prática da atividade.

15. Estimular nos alunos o aprendizado, não apenas do "como fazer", especificamente, este ou aquele projeto, mas, sobretudo, do "como olhar", "abordar" e "resolver problemas" de design em sua multiplicidade de manifestações.

16. Contribuir para o aprendizado de questões técnicas, ligadas ao "como" fazer a atividade projetual, ligadas ao por que meios se chegar de um ponto a outro, mas, também, procurar contribuir para o aprendizado de questões mais gerais ligadas ao "quê" fazer, ligadas aos objetivos de cada empreitada em si e aos da profissão em geral.

17. Estimular nos alunos o desenvolvimento de uma visão humanista e humanizadora em relação ao exercício da profissão de design e à própria vida.

18. Estimular nos alunos ‹ e que isto não seja deturpado em uma interpretação piegas e rasteira ‹ o amor e o entusiasmo pelo campo do design e procurar, também, estimulá-los a sonhar com um exercício técnica e esteticamente exemplar, além de socialmente meritório, da profissão.