Projetos de Graduação 1999

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Ao longo do último ano do curso, os alunos desenvolvem um trabalho de graduação, sob orientação de um grupo de professores de projeto.

Conheça os trabalhos desenvolvidos em 1999. Eles se encontram ordenados pela linha de projeto de cada professor orientador. Clicando sobre o nome do projeto, você terá acesso a uma página com dados e fotos de cada trabalho.

Biônica
Orientador: Prof. Roberto Verschleisser

Biônica é a investigação, sistemática, das soluções orgânicas e estruturais aplicadas pela natureza aos seus elementos, visando colher dados para a solução de problemas técnicos de formas, estruturas ou objetos. (...)

Os estudos em biônica explicitam idéias que sempre estiveram implícitas na natureza. A tarefa de concretizar estas idéias em forma de produtos e/ou sistemas é função básica do desenho industrial.

Sistema de cocção por indução magnética
Alexandre Poppe de Figueiredo
Sistema de irrigação por microaspersão de pequeno porte
Leonardo Burlamaqui Lima da Rocha
Florigami
Marcos Henrique Garamvolgyi e Silva

Design de produtos e linguagem formal
Orientador: Prof. Freddy Van Camp

Historicamente sempre houve uma profunda diferença entre "design" e "styling". Sob o ponto de vista dos conceitos esta diferença está passando por uma profunda revisão. (...) Pode-se dizer que nos dias de hoje praticamente não há diferença nas metodologias e ideologias de geração dos produtos a ponto de em muitos casos não se saber mais o que é produto de "design" ou de "styling".

(...) estudar e analisar todos os aspectos da nova relação da linguagem formal do design em nosso tempo. Estudar as modificações que esta nova relação trará ao design dos bens, equipamentos ou ambientes qualquer que seja sua origem. (...)

CELL CAR unidade modular de deslocamento interativo com o sistema coletivo de transportes
Marcelo Sebastião Cavalcante
Design de produtos e linguagem formal
Tarsus Magnus Pinheiro

Lazer
Orientador: Prof. Frank Barral

Esta é uma atividade (ou não-atividade) prazeirosa e que cada vez mais ocupa o tempo das sociedades civilizadas. O lazer deixou de ser um luxo ou extravagância para ser uma necessidade psico-biológica. No correr do ano letivo o foco se fechou sobre o turismo, que concentra quase todas as formas de lazer. A proposta gerou seis projetos muito diferentes entre si, com graus de complexidade também muito variáveis, envolvendo tanto o projeto de produto quanto a programação visual.

Ônibus para city-tours
Eduardo Vieira da Mota Gomes
Filtro de água portátil para camping
João Edson Alvernaz de Ramos
Rio Adventour
Lilian Costa Ramos
Conjunto para praia
Marcia Martins Monteiro
Loja desmontável para museu
Marcos Thadeu da Silva Couto
Kit da Cidade do Rio de Janeiro para turistas
Sonia da Silva Souza

Texto - Imagem - Sítio
Orientadores: Profa.Elianne Jobim e Profa. Noni Geiger

Uma reflexão sobre a atual unificação e indiferenciação das mecânicas e formas de operação - anteriormente distintas - decorrentes da disponibilização de novas tecnologias de manipulação dos elementos e matérias que constituem o campo do experimento da comunicação visual - texto e imagem - sugere a revisão de seus conceitos e propriedades, e atualiza o debate sobre as questões originais de linguagem e função.

Considerando que um objeto é produto significante da cultura de seu sítio, a análise formal de sua imagem exibe portanto os padrões, clichês, transformações, originalidades, etc, da cultura visual que o gerou.
Como se dá a articulação do texto-imagem no nosso site contemporâneo? Que sinais de identificação do território/ identidade podemos apreender? O que o torna reconhecido, identifica, fundamenta e organiza ? O que diz a imagem massificada? E o grafismo vernacular?
E o "biscoito fino"design gráfico? O que se lê da imagem zapping? Que cara têm os produtos que criamos e consumimos? Qual é a cara de nossas cidades? Qual é o estatuto da imagem virtual ? Qual o lugar do site?

A proposta pretende gerar exercícios de autonomia da inteligencia do olhar e do fazer específicos ao campo do design, no que diz respeito à leitura das imagens gráficas que nos rodeiam, e que habilitem o designer a propor uma atividade projetual que atue sobre a morfologia (que diz respeito às formas) e a sintaxe (lógica da frase) desta visualidade, tendo em vista as questões de significado e legibilidade, de maneira consciente e enriquecedora, portanto não meramente formal (mas não sem o sê-lo, tampouco) ou virtuose.

Da Cabeça aos Pés
Adriana de Amorim Rodrigues
A outra laranja mecânica
Ana Luiza Silveira Lopes
Rio de Perto - explorando a potencialidade visual de alguns espaços da cidade , como as feiras
Fernanda Saboia Salles
Exposição permanente de Cartazes Populares
Rodrigo do Nascimento Toledo
Template de Infográfico para Futebol
Vera Lopes de Abreu Lima
O fio da meada
Viviane de Azevedo Dias
Notação Musical - momentos de uma escrita
Leonardo Yozo Kono

O designer, a narrativa e o flâneur
Orientador: Profa. Silvia Steinberg

Um narrador impõe uma marca a suas estórias e deixa junto ao seu público rastros do próprio corpo como um todo e de suas mãos em particular. A narrativa é uma forma de comunicação auto-suficiente, não necessita explicação e permite ao público liberdade de interpretação.

O flâneur se caracteriza pelo seu compromisso com o ócio. Um ócio que lhe garante um profundo interesse por tudo o que está à sua volta, e que lhe garante que a qualquer momento há a possibilidade de descobrir algo desconhecido.

A possibilidade de partilhar experiências, sendo inerente à propria questão narrativa, é o objetivo primeiro desta proposta. O rítmo frenético "do homem da multidão" e a heterogeneidade e multiplicidade dos códigos sócio-culturais, intrínsecos à informação e característicos das grandes cidades são o contraponto ao flâneur e à narrativa acima mencionados. Trabalhar as questões de rítmo em consonância com nosso próprio tempo, sob a ótica do designer é o objetivo maior desta proposta.

Quadrinhos Dobradinhos
Anderson de Menezes Barboza
A Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro
André Vela de Britto Pereira
O Romance de Clara Menina com D. Carlos de Alencar
Daniela Duna Magno
Um mergulho na praia
Danielle Fagundes Tavares
CROM-atos
Danilo Corrêa da Costa Cid
As multidões urbanas e o isolamento
Fabiana Ayumi Takeda
Vinhetas em animação por computação gráfica
Ludmila Ayres Machado
Copacabana - imagens de uma transformação
Nikolas Peter Klam
Sobre A Noite, A Lua e As Estrelas
Renata Pacheco Freeland
Primeira impressão - a Cidade do Rio de Janeiro vista por quem nela chegou de navio
Zoy Anastassakis

Visualização de fatos complexos
Orientador: Prof. Arisio Rabin

Compreende-se como fato complexo aquele que contenha um considerável volume de informações e que formule ao designer questões hierárquicas, classificatórias e de expressão e construção da forma visual de comunicação.

O tema repete a questão pedagógica formulada para a turma de 66/67 do 4o ano da Escola de Ulm, por Otl Aicher, importante designer, autor ,entre outros, do sistema gráfico/ visual exemplar das olimpíadas de Munique (tremendo fato complexo): "Visualization of complex facts - Translating dataa from a linguistic code into a visual code the maim share of efforts is devoted to classification and interpretation of existing material" (revista Ulm no 21). No artigo, o exemplo dado é uma representação gráfica de dados históricos que demostra efeitos políticos do desenvolvimento de uma república: o incrível aumento de desemprego e a interação de várias sequências de eventos. Otl Aicher comenta que o diagrama não é um substituto para o esclarecimento do fenômeno mas oferece uma boa ajuda a esse esclareciemento.

O sentido do tema aponta a uma reflexão sobre o papel do comunicador visual em sua função política, conceitual, arquitetônica, construtiva da informação, transportando o assunto ao nosso atual mundo dos recursos eletrônicos e lembrando que a essência dessa função é o raciocínio.

Parque Nacional da Tijuca
Cristiana Vieira Pastusiak
Jornalismo digital
Gabriela Fernandes de Jesus
Visualização de fatos complexos
José Carlos Braga Cabral de Menezes
Laboratório de Tecnologia Educacional
Mariana Corrêa de Carvalho Melim
Serialismo como processo criativo
Pedro Herzog

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