côncavo convexo  

Almir Mavignier, Memórias Concretas

filme de Nina Galanternick
coordenação de pesquisa e argumento de Glaucia Villas Bôas
roteiro de Nina Galanternick e Glaucia Villas Bôas
Rio de Janeiro, 2006
27 minutos

côncavo convexo
óleo sobre tela, 1962

 

   

Escola Superior de Desenho Industrial
Rua Evaristo da Veiga, 95, Lapa
Rio de Janeiro, RJ
tel (21) 2332-6910, -6909
www.esdi.uerj.br

Quinta-feira, 4 de outubro, 11h30

 

Almir Mavignier é um pintor brasileiro que vive na Alemanha há mais de 50 anos. No final da década de 40, ainda no Brasil, ele e nomes como Abraham Palatnik, Ivan Serpa e Mario Pedrosa discutiam teorias sobre a forma e experimentavam o que depois viria a ser chamado de arte concreta. Almir foi o ponto de interseção entre essas pessoas. À época ele trabalhava no Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro, onde fundou com a Dra. Nise da Silveira o ateliê de pintura para os internos. Neste local os quatro jovens se encontravam para tentar entender como os pacientes, sem qualquer contato com técnicas ou teorias artísticas, sem sequer saber o próprio nome, produziam tais obras de arte.

Ganhando uma bolsa de estudos para a França, Almir Mavignier saiu decidido a estudar com o artista e arquiteto suíço Max Bill, e, mesmo sem falar alemão, ingressou na primeira turma da Hochschule für Gestaltung Ulm, onde estudou comunicação visual. Lá descobriu uma nova área de atuação: o design de cartazes.

A história de Almir Mavignier se confunde com a própria história do início da arte concreta no Brasil, nos ajudando a entender melhor este período tão pouco relatado.

Nina Galanternick formou-se em jornalismo e trabalha como editora de imagens há sete anos. Trabalhou dois anos na Conspiração Filmes, onde editou comerciais e fez a assistência de montagem do longa-metragem "Casa de Areia". Editou os documentários "Vaidade" (melhor filme na Mostra do Filme Etnográfico, no Festival de Paraty, de Curitiba) "Carrapateira não tem mais ciúmes da Apollo 11" e "Oscar Niemeyer, A vida é um sopro" (exibido no Festival de Brasília e Festival do Rio). Atualmente edita programas para televisão. Seu vídeo experimental "Entre" foi exibido em diversas capitais brasileiras e em Los Angeles e Tóquio. Passou o ano de 2005 em Berlim, onde aprendeu o idioma alemão e começou a fazer seu primeiro documentário: "Almir Mavignier. Memórias Concretas".

Glaucia Villas Bôas é professora do Departamento de Sociologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, estudou na Universidade de Erlangen-Nuernberg e doutorou-se pela Universidade de São Paulo. É autora de A recepção da sociologia alemã no Brasil (Topbooks, 2006) e Mudança provocada: passado e futuro no pensamento sociológico brasileiro ( FGV, 2006). Coordena o Núcleo de Pesquisa em Sociologia da Cultura do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), onde desenvolve um projeto sobre a arte concreta no Rio de Janeiro. É pesquisadora do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).


Esdi  Escola Superior de Desenho Industrial
Uerj  Universidade do Estado do Rio de Janeiro