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Almir Mavignier, Memórias Concretas filme de Nina Galanternick
coordenação de pesquisa
e argumento de Glaucia Villas Bôas
roteiro de Nina Galanternick e Glaucia
Villas Bôas
Rio de Janeiro, 2006
27 minutos |
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côncavo
convexo |
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Escola Superior de Desenho Industrial |
Almir Mavignier é um pintor brasileiro que vive na Alemanha há mais de 50 anos. No final da década de 40, ainda no Brasil, ele e nomes como Abraham Palatnik, Ivan Serpa e Mario Pedrosa discutiam teorias sobre a forma e experimentavam o que depois viria a ser chamado de arte concreta. Almir foi o ponto de interseção entre essas pessoas. À época ele trabalhava no Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro, onde fundou com a Dra. Nise da Silveira o ateliê de pintura para os internos. Neste local os quatro jovens se encontravam para tentar entender como os pacientes, sem qualquer contato com técnicas ou teorias artísticas, sem sequer saber o próprio nome, produziam tais obras de arte. Ganhando uma bolsa de estudos para a França, Almir Mavignier saiu decidido a estudar com o artista e arquiteto suíço Max Bill, e, mesmo sem falar alemão, ingressou na primeira turma da Hochschule für Gestaltung Ulm, onde estudou comunicação visual. Lá descobriu uma nova área de atuação: o design de cartazes. A história de Almir Mavignier se confunde com a própria história do início da arte concreta no Brasil, nos ajudando a entender melhor este período tão pouco relatado. Nina Galanternick formou-se em jornalismo e trabalha como editora de imagens há sete anos. Trabalhou dois anos na Conspiração Filmes, onde editou comerciais e fez a assistência de montagem do longa-metragem "Casa de Areia". Editou os documentários "Vaidade" (melhor filme na Mostra do Filme Etnográfico, no Festival de Paraty, de Curitiba) "Carrapateira não tem mais ciúmes da Apollo 11" e "Oscar Niemeyer, A vida é um sopro" (exibido no Festival de Brasília e Festival do Rio). Atualmente edita programas para televisão. Seu vídeo experimental "Entre" foi exibido em diversas capitais brasileiras e em Los Angeles e Tóquio. Passou o ano de 2005 em Berlim, onde aprendeu o idioma alemão e começou a fazer seu primeiro documentário: "Almir Mavignier. Memórias Concretas". Glaucia Villas Bôas é professora do Departamento de Sociologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, estudou na Universidade de Erlangen-Nuernberg e doutorou-se pela Universidade de São Paulo. É autora de A recepção da sociologia alemã no Brasil (Topbooks, 2006) e Mudança provocada: passado e futuro no pensamento sociológico brasileiro ( FGV, 2006). Coordena o Núcleo de Pesquisa em Sociologia da Cultura do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), onde desenvolve um projeto sobre a arte concreta no Rio de Janeiro. É pesquisadora do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
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