côncavo convexo

Cena do filme Mutum

 

Mutum

um filme de Sandra Kogut

baseado no livro "Campo Geral"
de João Guimarães Rosa

Brasil/França, 2006
95 minutos

 

Sandra Kogut recebe o troféu de
Melhor Filme do FestRio 2007
(foto O Globo)

 

Festival do Rio 2007
Prêmio de Melhor Filme
Première Brasil

Filme de encerramento da
39a Quinzena dos Realizadores - Cannes 2007

Mostra Internacional de São Paulo 2007

Toronto International Film Festival
Seleção Oficial 2007

London International Film Festival
Seleção Oficial 2007

Festival de Biarritz
França 2007

Pusan International Film Festival
Em competição 2007 - Coreia

Festival Internacional de Bogotá
Seleção Oficial 2007

Kiev International Film Festival
Seleção Oficial 2007

 

 

 

Escola Superior de Desenho Industrial
Rua Evaristo da Veiga, 95, Lapa
Rio de Janeiro, RJ
tel (21) 2332-6910, -6909
www.esdi.uerj.br

Quarta-feira, 7 de novembro, 19h00

 

Sinopse: Mutum quer dizer mudo. Mutum é uma ave negra que só canta à noite. E Mutum é também o nome de um lugar isolado no sertão de Minas Gerais, onde vivem Thiago e sua família. Thiago tem dez anos e é um menino diferente dos outros. É através do seu olhar que enxergamos o mundo nebuloso dos adultos, com suas traições, violências e silêncios. Ao lado de Felipe, seu irmão e único amigo, Thiago será confrontado com este mundo, descobrindo-o ao mesmo tempo em que terá de aprender a deixá-lo.

Sandra Kogut fez seus primeiros trabalhos com vídeo em 1984 e desde então vem utilizando diferentes mídias e formatos: documentários, filmes experimentais, ficções, instalações... Participou de exposições em galerias de arte no Brasil e no exterior, foi diretora publicitária e de videoclipes, e diretora artística da Globograph.

Participou em 1996 da criação do programa Brasil Legal, na TV Globo, do qual foi a diretora-geral. Realizou entre outros a série "Parabolic People", rodada em Paris, Nova Iorque, Moscou, Tókio, Dakar e Rio; o curta Lá e Cá, com a atriz Regina Casé, e outras co-produções com a França, onde vem trabalhando regularmente nos últimos dez anos. Dirigiu o documentário Um Passaporte Húngaro, co-produção França/ Bélgica / Hungria / Brasil, vencedor de prêmios internacionais. No mesmo ano, realizou o documentário Passagers d'Orsay, produzido pelo Museu d'Orsay, em parceria com a televisão francesa. Seu primeiro longa-metragem de ficção, MUTUM - uma produção franco-brasileira - teve sua estréia mundial no Festival de Cannes 2007, como o filme de encerramento da Quinzena dos Realizadores.

Sandra foi professora na Escola Superior de Belas Artes em Strasbourg (França) e nas Universidades americanas de Princeton e University of Califórnia, San Diego (UCSD). Seus trabalhos foram exibidos no Moma / NY, Guggenheim Museum, Forum des Images / Paris, entre outros espaços, e foram objeto de retrospectiva no Harvard Film Archives (EUA), no Musée d'Art Moderne et Contemporain de Strasbourg, France, e no ZO - Centro Culture Contemporanee in Catania, Sicily, entre outras.


Um Livro - uma Região

O Sertão

MUTUM foi filmado nas chapadas de Minas Gerais, em pleno sertão mineiro, numa região com poucas estradas e muitos lugares ainda sem energia elétrica. Mas o isolamento da família de Thiago é mais econômico que geográfico. O sertão que se apresenta no filme não é meramente uma região geográfica: é também o interior, o passado, a infância que povoa o imaginário brasileiro.

João Guimarães Rosa

MUTUM se inspira na história de Miguilim, da novela "Campo Geral" (Manuelzão e Miguilim), de João Guimarães Rosa (1908 - 1967), considerado o maior escritor brasileiro do século XX, autor de obras-primas como Sagarana e Grande Sertão: Veredas. Inventor de palavras e de uma sintaxe estranha, seu estilo é freqüentemente comparado ao de James Joyce. Grande conhecedor do sertão, Guimarães Rosa se inspira na tradição oral e na língua concreta do sertanejo, onde predominam imagens da natureza. Mas a linguagem particular falada por seus personagens é uma mistura de expressões regionais com aportes de várias outras línguas, formando uma língua imaginária. Com seu poder criativo e imaginação deslumbrante, provocou uma verdadeira revolução na literatura brasileira, inovando na linguagem, nas tramas e na visão de mundo de seus personagens, transformando o sertão num modelo do universo. O sertão de Guimarães Rosa é o mundo...

Guimarães Rosa era membro da Academia Brasileira de Letras e ganhou os mais importantes prêmios literários do país. De alcance universal, sua obra foi traduzida na França, Itália, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Espanha, Polônia, Holanda e Tchecoslováquia, dentre outros países.

De contornos autobiográficos, a história de Miguilim era a sua preferida: "Em Miguilim, acho tudo o que já escrevi até agora e talvez mesmo tudo o que venha a escrever em minha vida. Nessa história, está o germe, é a semente de tudo", declarou Guimarães Rosa.


Comentários da Imprensa:

"Sedutor. Captura a perplexidade infantil frente à vida adulta."
Variety

"Mutum pôs a Croisette para sorrir, chorar e aprender que uma experiência radical de linguagem literária pode chegar ao cinema sem perder a ousadia formal."
O Globo - Rodrigo Fonseca

"Mutum tem credenciais de sobra para ser colocado no topo da lista dos filmes realmente memoráveis do 60º Festival de Cannes."
O Globo On-line - Rodrigo Fonseca

"Maravilhoso. O melhor filme brasileiro de 2007."
O Estado de São Paulo - Luiz Carlos Merten

Esdi  Escola Superior de Desenho Industrial
Uerj  Universidade do Estado do Rio de Janeiro