Aline Haluch
Doutoranda em Design no PPGDesign da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI/UERJ), mestre em Design pela PUC-Rio (2002) e designer graduada pela Universidade Federal do Paraná (1993). Professora Assistente II no Ibmec-Rio (Comunicação Social – Publicidade e Propaganda e Arquitetura e Urbanismo).
Atua e pesquisa em design gráfico e editorial, história do design e memória gráfica, com ênfase em design editorial, imprensa ilustrada, representação visual da mulher e cultura material, a partir do estudo da revista A Maçã e de artefatos editoriais brasileiros. É autora de Guia prático de design editorial: criando livros completos (Senac-Rio, 2.ed., 2018) e de A Maçã: o design gráfico, as mudanças de comportamento e a representação feminina no início do século XX (Senac-Rio, 2016), obra selecionada para a exposição do 30º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira (Melhores trabalhos escritos) e para a 12ª Bienal Brasileira de Design Gráfico (ADG Brasil).
Publicou o ensaio “A Maçã: Renovação editorial na década de 1920” em O design brasileiro antes do design (org. Rafael Cardoso, Cosac Naify). Integra o GEL – Grupo de Estudos do Livro (UFU). É ilustradora e sócia da Editora Rebuliço. Coordenou o 1º Ndesign (Curitiba, 1991) e foi sócia do Studio Creamcrackers Design, com atuação em projetos de design editorial.
Autor

Modernidade e representação visual da mulher na primeira metade do século XX: da cocotte à violão
Com base na análise da revista A Maçã (1922-1926) e do livro Madame Pommery (1919-1920), de Hilário Tácito, foram identificadas condutas modernizadoras estabelecidas por mulheres da década de 1920, especialmente por aquelas que transitavam pela vida mundana e nos espaços de prostituição, das cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. São estas condutas modernizadoras dos dois espaços urbanos que deverão ser abordadas no trabalho, evidenciando-se similaridades e dissimilitudes entre elas. A partir da identificação dessas condutas, buscaremos as suas representações na imprensa, na primeira metade do século XX e a transição da linguagem da cocotte para a mulher com traços da mulher brasileira representada na imprensa na segunda metade do século XX. Ambas as representações trazem estereótipos, os quais procuraremos identificar e discutir.