Joana Berrondo
Pesquisadora suburbana, arquiteta e urbanista, designer e educadora. Doutoranda e Mestra em Design pelo Programa de Pós-Graduação em Design da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPDESDI/UERJ). Possui especialização em Design Gráfico pela Escola da Cidade (SP). Atualmente, atua como Educadora Museal na Seção de Assistência ao Ensino (SAE) do Museu Nacional/UFRJ.
Ao longo da sua trajetória como pesquisadora, investiga a Quinta da Boa Vista como território disparador de subjetividades e resistências. Desenvolve o conceito de ''devir-erê'', operando o campo do Design como agente de articulação e construção de experiências.
Seu trabalho busca analisar como o lazer se afirma como categoria indissociável ao direito à cidade, propondo novas chaves de leitura sobre o uso e a apropriação dos espaços públicos a partir da perspectiva do território-sujeito.
É representante estudantil no Programa de Pós-Graduação da ESDI (2024 -).
Participantes

Arruar: políticas e narrativas territoriais
O grupo Arruar aposta em práticas de pesquisa como encontro com outras práticas que disputam a produção de mundo, em especial aquelas que cultivam territórios de reinvenção da vida sob formas mais coletivas, solidárias e democráticas. Fazer da rua verbo provoca múltiplos sentidos que se atualizam ao levar a pesquisa para a rua, assim como a rua para o fazer acadêmico: arruar como modos de investigar territórios desde o corpo, a memória, a experiência e o cotidiano; como articulação entre os muitos chãos, das periferias às centralidades, da cidade à não-cidade, do material ao imaginado, seus fluxos e mobilidades; como experimentação crítica às formas coloniais do fazer acadêmico a partir de práticas de coexistência e mistura de saberes. Mobilizando experimentações escritas, imagéticas, performativas, cartográficas entre outros modos de 'fazer com', Arruar busca potencializar a ação social transformadora, novas ecologias e habitabilidades por meio de narrativas e políticas territoriais.
Grupo de pesquisa certificado no CNPq (clique para acessar)
Autor

Cartografias do Afeto - A Quinta da Boa Vista como espaço de produção de memória coletiva
Procurando examinar as interações entre memória coletiva, espaço social, arquitetura, cartografia e design, por meio de uma análise minuciosa das relações entre o Parque da Quinta da Boa Vista e a população, a pesquisa por finalidade compreender como as práticas cartográficas e de design podem ser integradas de maneira interdisciplinar para mapear as conexões afetivas e as experiências vividas no espaço público. Através dessa exploração, almeja-se enriquecer a compreensão da formação das identidades urbanas, culturais e sociais, promovendo diferentes abordagens na representação e interação com o ambiente construído.