Processo seletivo

Fabulações especulativas em direção a uma antropologia por meio do design
Em consonância ao plano de trabalho apresentado ao Prociência/Uerj 2017 sob o título de ?Da inovação social à imaginação coletiva: estudo sobre novas formas de engajamento e participação e suas correspondências com o ensino e a pesquisa em design?, o projeto de pesquisa para o pós-doutorado é dedicado ao aprofundamento e especificação dos objetivos gerais apresentados ao Prociência, a saber: investigar as relações entre formas de engajamento e participação com processos de ensino e pesquisa em design por meio de um estudo que conjuga modos de produção de conhecimento em design e antropologia, contribuindo assim para o avanço das pesquisas sobre educação em design e, concomitantemente, para a consolidação do campo de estudos denominado de design anthropology. A fim de alcançar tais objetivos, a abordagem metodológica adotada para o desenvolvimento da pesquisa combina cinco diferentes frentes de trabalho, a saber: 1) estado da arte e revisão de literatura em teoria antropológica, em busca de reconsiderações da antropologia como uma prática de pesquisa aberta, engajada, criativa e imaginativa; 2) estado da arte e revisão de literatura dos estudos em design anthropology; 3) pesquisa de campo e de arquivo sobre experimentações educacionais em design, como, por exemplo, nos arquivos da Bauhaus (1919-1933), e da Escola de Ulm (HfG-Ulm, 1952-1968), e em outras escolas de design em funcionamento hoje na Europa; 4) comparação entre o material coletado na Europa com os dados etnográficos recolhidos pela pesquisadora no Brasil, entre 2016 e 2017, em torno do movimento Esdi Aberta; 5) preparação de um ensaio de fabulação especulativa que busca indicar porque a educação em design pode ser relevante não somente para a formação de profissionais de design, mas também para o treinamento de um novo tipo de antropólogos, aptos a se engajar com aqueles que eles pesquisam, por meio de relações de imaginação coletiva e correspondência.

CV_PLANOB.pdf

Artigo em periódico

Livros e capítulos

Artigo em anais de evento

Apresentação de trabalho em evento

Organização de evento

Curso de curta duração

Patente

Artes visuais

Texto em jornal ou revista

Prefácio/ posfácio

Tese de Doutorado

Dissertação de Mestrado

204eb3888abd4c8adbbdd44d9df6dbf3.png

Livro: DesEduca em ação

Imaginação, participação e correspondência
Publicação do Laboratório de Design e Antropologia na Coleção Laboratórios

lada.jpeg

Livro: Imaginação, participação e correspondência

Quando fazer é pensar
Livro do DEMO para a coleção Laboratórios

Livro: Quando fazer é pensar

Curso

Monitoria na elaboração de projetos de pesquisa
Curso de apoio e monitoria na elaboração dos projetos de pesquisa para ingresso no PPDESDI

Autenticidade Padronizada? A Produção de Subjetividade do Designer em Meio aos Discursos Estéticos no Instagram
Este trabalho investiga como a produção de subjetividade e o consumo estético no Instagram são moldados pelas dinâmicas do neoliberalismo contemporâneo, destacando o papel central da parceria entre design e branding na padronização de discursos e estéticas. Fundamentado teoricamente na Arqueologia do Saber e na Genealogia do Poder de Michel Foucault, o estudo explora o discurso de autenticidade e como ele opera enquanto ferramenta de normatização visual, reforçando padrões hegemônicos alinhados à lógica neoliberal que detém valores como intangibilidade, exclusividade e estética no centro. A análise tem como objeto de pesquisa principal o perfil de Instagram @coolmmerce, revelando as estruturas discursivas que sustentam essa hegemonia e os elementos que asseguram sua disseminação como estratégia de mercado, levando à hiperestetização do cotidiano, marcada pela valorização de aspectos intangíveis e pela criação de experiências intensamente visualizadas e performáticas. Procura-se assim compreender as condições históricas e culturais que permitiram a emergência de tais dinâmicas, desde a virada gestorial neoliberal até o capitalismo transestético, ressaltando o papel do saber padronizado como discurso de autoridade. A conclusão reflete sobre as implicações dessas dinâmicas na criação e reprodução cega de subjetividades por parte dos designers, questionando os limites entre autenticidade e controle no ambiente digital e no cotidiano.