SOBRE ZUENIR VENTURA, de Joaquim Redig
Ah meu Deus! Zuenir, meu tão querido mestre, amigo, parceiro, conselheiro, brilhante, lúcido, justo, bem humorado, otimista, doce, gentil, que pessoa extraordinária, entusiasmado com a vida, com nosso país, com nosso trabalho, solidário com os nossos esforços para superar dificuldades, ah, eu podia ficar aqui o dia todo lembrando do tanto de coisas boas que ele me transmitiu, desde 1965 até hoje! Junto com Décio Pignatari, plantou em mim, em nós, alunos da ESDI, a semente da Comunicação, que me fez ver o Design e a Estética com outros olhos - que agora estão chorando. Em 1968 nossa Escola parou, como em tantos outros lugares do mundo, não houve aula, mas estávamos lá todos os dias, redesenhando a Escola, e ele conosco, participando das reuniões, sempre contribuindo com sua lucidez, solidariedade, altruísmo e conhecimento do nosso país. E anos depois escreve “1968, O ano que não terminou”. O título em si já é uma crônica, e testemunho daquele momento. Nossos grandes mestres se tornam responsáveis por uma parte do que somos. Então, ele se vai, mas parte dele fica em mim, em nós, que tivemos o privilégio de ouvi-lo toda semana como aspirantes e aprendizes, e depois de acompanhá-lo em seu trabalho pela justiça social, pela cultura e pelo fortalecimento do Brasil. Viva Zuenir!
