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Guilherme Altmayer

Doutor (2020) e Mestre (2016) em design pelo Departamento de Artes e Design da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Especialização em sócio-psicologia (2012) pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP-SP). Especialização em marketing (2000) pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-RJ). Graduação em administração (1994) pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Professor adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Design (2023-2026). É membro da Red Conceptualismos del Sur (redcsur.net/). Desenvolve pesquisas em história do design como conhecimento livre através de ferramentas colaborativas e  sobre as relações de gênero e sexualidade no design e artes visuais, com foco na salvaguarda de memórias via meios digitais. 

Interesses de pesquisa

Design e política, design e corpo, humanidades digitais, estratégias de conhecimento aberto, história do design no século XX, memórias sexo e gênero dissidentes. Possui extensa experiência profissional em projeto de produtos digitais, design gráfico e de interação. Lidera dois projetos de pesquisa: Tropicuir: relações entre arte, design, gênero e sexualidade e História do design em redes digitais de conhecimento aberto que investiga a memória gráfica do arquivo ESDI e desenha metodologias para salvaguarda digital. Lidera o projeto de extensão: WikiDesign - métodos de pesquisa em história do design para a Wikipédia, que constrói conteúdos livres sobre o campo do design para a enciclopédia.

Bibliografia fundamental

ALTMAYER, Guilherme. Tropicuir: estético-políticas transviadas – memória, arquivo, design. Rio de Janeiro : Ed. PUC-Rio: Numa Editora, 2022.
FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade. vol 1 - A vontade de saber. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1998.
ROLNIK, Suely, GUATTARI, Felix. Micropolíticas – cartografias do desejo. Petrópolis: Editora Vozes, 2010.
PORTINARI, Denise. Queerizar o Design. Revista Arcos Design Rio de Janeiro, Edição especial Seminário Design.Com, v.10, n.1, Outubro 2017. 
BARROS, José Assunção. História digital: A historiografia diante dos recursos e demandas de um novo tempo. São Paulo: Editora Vozes, 2022.

Orientador / Co-orientador
PPDESDI Mestrado

Design Abjeto: o queer eu tenho a ver com isso?

 Este trabalho de pesquisa tem a intenção de investigar práticas no campo de design que colaboram com o apagamento e abjeção de corpos dissidentes e desobedientes, trazendo como limite um recorte a pessoas trans, travestis e não binárias. Aqui venho desvelar como a cisheteronormatividade constituída por instituições de poder como o Estado, a Igreja, a Escola e a Família, que decidem quais corpos podem ocupar os espaços da sociedade, além de fortalecer a ideia de corpos ditos naturais, da binaridade de gênero entre homem e mulher, ditando também como esses corpos binários devem se relacionar sexualmente. A partir disto, percorrerei por situações em que o design reforça essas regras normatizadoras, a fim de queerizar essas práticas para que sejam desnaturalizadas, apresentando e apontando caminhos para utilizarmos essa ferramenta de forma a abarcar todos os corpos e suas performances como uma validade de existência. A pesquisa será abordada frente a três eixos estruturantes, relatos autobiográficos, abordagem do campo dos estudos de gênero e do campo de design.

20 mar 2023
Grassine
Graduação Design

Em Cartaz: Como o Design Gráfico é Utilizado na Divulgação de Obras Cinematográficas

A sétima arte vem encantando milhões de pessoas pelo mundo desde que surgiu no século XIX. Com filmes dos mais diferentes gêneros, temáticas, idiomas, etc, todos têm algo em comum: cartazes que os divulgam. Estes, também, estão em constante mudança dependendo da época, da nacionalidade, do público, entre outros aspectos. Assim, a partir de uma curadoria de centenas de cartazes de cinema, o presente trabalho tem o objetivo de analisá-los através do design gráfico, entendendo como uma boa compreensão deste ajuda a entender a efetividade de alguns cartazes como peças de comunicação. São abordados aspectos históricos, semióticos, funcionais, comunicacionais e gráficos. Dentre estes últimos, passaremos por assuntos como princípios da composição, leis da Gestalt, sensações gráficas, tipografia e cor. O texto mostra, então, como dificilmente algo nos cartazes de cinema é feito por acaso e sempre se há a intenção de se estabelecer uma comunicação com o espectador, com a intenção de que ele assista ao filme. 

2023
Lara Rotenberg Balloussier
PPDESDI Mestrado

As crenças semióticas do branding como atuantes microfascistas na produção dos regimes de verdade

O presente trabalho parte da necessidade de expor como a parceria simbiótica entre branding e design reforça regras normativas e padronizadoras da produção de conteúdo visual mercadológico, que sustentam a colonização da subjetividade por práticas consumistas de discursos logocêntricos e fins capitalistas, focando na captura do desejo como principal recurso de dominação. A partir da análise dos discursos e comportamentos observados em 5 perfis presentes na rede social Instagram, pretende-se realçar o caráter tóxico da relação entre estética e capitalismo ao analisar as estratégias mitológicas e fetichistas utilizadas como forma de incentivo a vinculação e criação de afetos entre público e marca, usadas para endossar a produtificação da estética e a criação de personas como principal mercadoria, acarretando no consequente assujeitamento dos consumidores. Destaca-se o interesse em investigar os elementos não-discursivos associados aos fluxos de poder que possibilitam o surgimento e a conservação destes discursos - entender as dinâmicas políticas, linguísticas e mercadológicas que permitem a dominância desses saberes enquanto discursos de autoridade formadores de regimes de verdade; em outras palavras, pretende-se problematizar o princípio de formação desses saberes tornados autoridades, enquanto modelo de dominação simbólica colonial. Assim, o intuito é desenvolver percepções e reflexões sobre a colonização da subjetividade no fazer linguagem visual, levantar questões onde o design corrobora para a alienação das mentes e exclusão de formas de expressão não convencionais, reforçando o desejo reacionário por uma linguagem homogênea. Para isso, será utilizado o método arqueológico proposto por Foucault para situar esses discursos em territórios de codificação persuasiva e padronizada, identificando suas regularidades naturalizadas convertidas em mitos que funcionam como regras de formações discursivas, como também desvelar a natureza agenciada dos discursos, sua estrutura interna não unitária, composta pelos acontecimentos e singularidades que determinaram a sua condição de existência. Para contribuir com a sustentação dos argumentos, serão utilizados conceitos de Deleuze, Guattari, Foucault, Barthes, Pasolini, Rolnik, Adilson Citteli, W. J. T. Mitchell, Serroy e Lipovetsky como revisão bibliográfica desta pesquisa.

Bianca Domingues de Matos
PPDESDI Doutorado

Como medir um corpo trans. A antropometria como ferramenta cisheteronormativa

Como medir um corpo trans. A antropometria como ferramenta cisheteronormativa

Grassine
PPDESDI Doutorado

Design em desvio: a forma do obsceno na função dos artefatos

Com o intuito de estudar interseccional e heterotopicamente as práticas desviantes do design, minha pesquisa de doutoramento em curso examina a simultaneidade dos outros fins aos quais designs são originalmente projetados até se deslocarem para sentidos obscenos de interação entre pessoas gays, bissexuais, trans e travestis no espaço público. Se a forma não segue a função, ela então desvia? A partir das análises objetiva e (inter)subjetiva de distintos artefatos do design, da arquitetura e do urbanismo constantes na cidade e suportadas tanto pela literatura acadêmica quanto pela ficcional, que pretendo identificar o ponto D –de desvio, prenunciado pela sociologia e apurado pela filosofia (localiza)– entre o planejado e o adulterado para, então, questionar crítica e moralmente a norma e o establishment.

Thales Aquino
PPDESDI Doutorado

Joaquín Torres García e a construção de uma identidade latino-americana

O projeto de pesquisa aborda o arcabouço das temáticas e valores que fundamentam uma identidade latino-americana no Design, com foco na Escola do Sul, analisando a Revista Removedor do Atelier Torres García (ATG), Uruguai (1944-1953). A pesquisa investiga se há uma identidade latino-americana nas práticas de design, examinando como a linguagem construtivista universal se entrelaça com saberes locais no contexto do ATG. O objetivo é compreender a formação dessa linguagem, analisar registros históricos da época e examinar como ela é comunicada atualmente. Espera-se, ainda, mapear os fundamentos do ATG, explorar práticas no design e propor uma cartografia social. A pesquisa se concentra na construção de uma identidade latino-americana autêntica e não eurocêntrica, destacando a importância dos saberes locais. Serão utilizadas fontes primárias e secundárias, incluindo a Revista Removedor, e serão conduzidas entrevistas com especialistas. A relevância reside em contribuir para a compreensão interdisciplinar da identidade latino-americana no design, promovendo uma apreciação mais ampla das contribuições da região e fortalecendo estudos do sul no campo do Design. A investigação faz parte de projeto de doutorado e serão apresentados os direcionamentos iniciais da pesquisa em andamento, que dura até 2028.

Gabriela De Laurentis