Extensão

Extensão é o nome dado para as atividades da Universidade direcionadas ao público externo. Elas têm como objetivo compartilhar o conhecimento produzido dentro do ambiente universitário. As atividades extensionistas possuem ainda o relevante propósito de captar recursos para a Universidade, garantindo seu desenvolvimento autônomo. Na ESDI, as atividades de extensão se dividem em três categorias principais: cursos, projetos e unidades de desenvolvimento tecnológico.

Cursos

Os cursos de extensão possuem curta ou média duração (até 360 horas-aula) e visam complementar, aperfeiçoar ou especializar o conhecimento e a prática de alunos e profissionais em diferentes áreas do Design e da Arquitetura. Para alunos sem formação nessas áreas, há cursos de extensão dedicados a oferecer conhecimentos básicos, além de outros cujo foco é a aplicação do Design ou da Arquitetura em outras áreas.

Todos os cursos são oficialmente certificados pela ESDI/UERJ e oferecem contato com os ricos horizontes da instituição. Neste momento, estamos preparando o portfólio de cursos para 2017, e em breve começaremos a divulgá-lo.

Projetos

Os projetos de extensão promovem, de maneiras diversas, a troca entre a Universidade, a comunidade e outras instituições. Confira a lista abaixo para conhecer os projetos de extensão ativos neste momento:

Laboratório de Cultura, Arquitetura e Urbanismo – Ilha Grande (LabCAU): Temporalidades e desenvolvimento socioambiental em Dois Rios

Coordenação: Prof. André Luiz Carvalho Cardoso

O projeto de extensão Laboratório de Cultura, Arquitetura e Urbanismo – Ilha Grande (CAU Ilha Grande), nasce da construção de parceria entre professores do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Esdi/UERJ e o Ecomuseu da Ilha Grande. Assim, vinculado ao Programa de Extensão Ecomuseu Ilha Grande, o presente projeto de extensão tem como foco central o implemento e desenvolvimento socioambiental, assim como a recuperação arquitetônica e urbanística das várias camadas temporais de ocupação que se sobrepõem na Vila Dois Rios. A proposta do projeto de extensão é desenvolver uma participação discente expressiva na execução de estudos e elaboração de projetos e pesquisas arquitetônicas e urbanísticas de cunho socioambiental na Ilha Grande, colaborando para o ensino, a pesquisa e a extensão, ao garantir uma vivência profissional complementar, aproximando os alunos à realidade socioambiental e ao mercado profissional. O LabCAU – Ilha Grande contará com uma estrutura transdisciplinar, buscando, a partir de um atravessamento de saberes, o desenvolvimento de estudos culturais e tecnológicos para qualificação e desenvolvimento local. Desta forma, o LabCAU – Ilha Grande, pretende detectar potenciais e construir parcerias com a comunidades local, grupos de pesquisa, entre outros, e também com profissionais que atuem informalmente em suas comunidades, buscando a qualificação no desenvolvimento de técnicas, métodos construtivos ou iniciativas sustentáveis existentes nas comunidades. O foco central será, então, a parceria com Ecomuseu para desenvolvimento socioambiental e estudo das temporalidades de Vila Dois Rios, na Ilha Grande. 

UBUNTU: Cartografando decolonialidades arquitetônicas

Coordenação: Prof. André Luiz Carvalho Cardoso

O projeto de extensão Ubuntu: Cartografando decolonialidades arquitetônicas, aqui apresentado, tem como meta central o mapeamento e a disseminação de construções e situações a partir de um existir coletivo do "eu sou porque nós somos": Favelas, quilombos, subúrbios, periferias, quebradas, ruas, movimentos sociais, coletivos,  construções, etc. Procuramos trazer para o debate as soluções de habitação e cidades que se desenvolvam como resistência, como insurgência, transfigurando-se no que aqui nomeamos como, decolonialidades arquitetônicas. Para isso, o projeto busca a construção de parcerias entre professores, estudantes, e grupos sociais, baseada na troca, na empatia e no atravessamento de saberes. O projeto de extensão pretende desenvolver uma participação discente expressiva na execução de estudos, mapeamentos, e elaboração de produtos e projetos, colaborando para o desenvolvimento de ensino, pesquisa e a extensão, ao garantir uma vivência profissional ampliada sobre a ideia de arquitetura, aproximando os alunos da realidade social e cultural das múltiplas formas de se produzir cidades mais democráticas e socialmente possíveis. O projeto Ubuntu, terá estrutura transdisciplinar, buscando, a partir de atravessamento de saberes, construir o empoderamento de todxs os envolvidos: Arquiteturas para todXs, Arquiteturas de todXs, Arquiteturas do Nós.

Laboratório Socioambiental de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo – LSECAU

Coordenação: Prof. André Luiz Carvalho Cardoso

O presente projeto de extensão apresenta como foco de interesse principal a criação de um Laboratório Socioambiental de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (LSECAU) na UERJ, com a configuração de um Escritório Modelo vinculado a Faculdade de Engenharia – DCCT/FEN/UERJ. Assim, a proposta do projeto de extensão é desenvolver uma participação discente expressiva na execução de estudos e elaborações de projetos e pesquisas de cunho socioambiental, colaborando para o ensino, a pesquisa e a extensão, ao garantir uma vivência profissional complementar, aproximando os alunos à realidade do mercado profissional. O LSECAU, contará com uma estrutura transdisciplinar, buscando, a partir de um atravessamento de saberes, o desenvolvimento de mapeamentos e estudos tecnológicos para qualificação de construções de interesse social. Desta forma, o LSECAU pretende detectar potenciais e construir parcerias em comunidades carentes, associações de moradores, instituições beneficentes, entre outros, e também com profissionais que atuem informalmente em suas comunidades, buscando o mapeamento e as investigações técnicas sobre os saberes construtivos autóctones encontrados nas comunidades ou grupos pesquisados e construindo possíveis parcerias que busquem aprimoramento. Tomaremos como base para as parcerias e serviços a aplicação da Lei 11.888 de 24 de dezembro de 2008. Esta lei federal, garante assistência técnica gratuita para famílias de baixa renda, prestada por profissionais habilitados tecnicamente nos campos da arquitetura, urbanismo e engenharia, para projetos de construções e moradia para famílias com renda mensal de até três salários mínimos. Dentre os grupos habilitados para prestação dos serviços, estão descritos os profissionais vinculados aos “programas de extensão universitária, por meio de escritórios-modelo”.

Conhecendo o patrimônio arquitetônico de Petrópolis/RJ

Coordenação: Prof. Arthur Campos Tavares Filho

A cidade de Petrópolis dispõe de um valioso e diversificado patrimônio arquitetônico e urbanístico representativo dos períodos imperial e republicano brasileiro, compreendidos entre os séculos XIX e XX, encontrados em bom estado de conservação. Além das expressões neoclássica, eclética e art déco, a cidade também reúne importante e relativamente pouco conhecido patrimônio arquitetônico modernista.  Apesar desta constatação, levantamentos realizados em instituições públicas vinculadas à preservação do patrimônio histórico revelaram que as fontes bibliográficas existentes, particularmente no que se referem à produção arquitetônica petropolitana, tendem a privilegiar abordagens que destacam seus aspectos mais caracteristicamente históricos, frequentemente vinculados à própria história da cidade e de seus protagonistas, em detrimento aos aspectos mais puramente artísticos e arquitetônicos. Neste sentido, e no contexto associado à implantação do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) na cidade em 2016, este Projeto de Extensão se vincula ao desenvolvimento de uma recém iniciada pesquisa sobre arquitetura petropolitana, pela mesma equipe docente, com vistas a: 1) oferecer necessária contribuição para a consolidação da historiografia arquitetônica regional; 2) promover a valorização do patrimônio arquitetônico local a partir de ações extensionistas específicas, visando beneficiar a comunidade petropolitana.

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Laboratório Cultural Muiraquitã

Coordenação: Profa. Cassiana Lima Cardoso Vieira

O projeto ‘Laboratório Cultural Muiraquitã’ consiste na criação de um espaço de debate e produção transdisciplinar para os estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo, eventualmente, alargando suas atividades para a comunidade externa. Isso porque, semestralmente, serão oferecidas oficinas para os estudantes das escolas públicas do Município de Petrópolis e região, a partir da experiência vivenciada pelos estudantes de graduação nos eventos e workshops. Trata-se de palestras e oficinas, de três a dois dias de duração, que ocorrerão mensalmente, com convidados de diferentes campos da arte e áreas do conhecimento,  tais como teatro, cinema, literatura; sociologia, filosofia e educação. O projeto, além de ampliação do debate em torno de questões contemporâneas, deseja contribuir para uma formação mais plural e holística do profissional de arquitetura. Visa também o compromisso do estudante das universidades públicas em compartilhar seu conhecimento, ainda que nesse processo de dodiscência que sugerimos, ensinar signifique também aprender. Nas oficinas, em que os estudantes atuarão também como multiplicadores, haverá produção de ementas e material didático, sempre com a supervisão dos professores membros da equipe.

Organização e conservação de acervos fotográficos

Coordenação: Profa. Claudia Baima Mesquita

O Projeto de Extensão tem como proposta a organização e conservação de acervos fotográficos de arquitetos e urbanistas, e de docentes de áreas correlatas, com o objetivo de preservar as imagens retratadas da memória cultural e arquitetônica de nossas cidades no decorrer do tempo. De uma maneira geral, estes profissionais documentaram através da fotografia momentos e paisagens ao longo de suas vidas. São registros de viagens de lazer ou trabalho que constituem um testemunho do patrimônio arquitetônico, histórico e cultural, e formam um acervo privado que se relacionam com seus interesses e atividades desenvolvidas. O interesse crescente de instituições públicas e privadas de pesquisa, ensino e museus por estas fontes documentais, tem chamando a atenção para a importante preservação, conservação e organização deste rico material, buscando sua perpetuação na construção da memória e identidade das futuras gerações.

Ficha de Diagnóstico do conjunto urbano-paisagístico de Petrópolis

Coordenação: Prof. Claudia Baima Mesquita

A cidade de Petrópolis possui rico e importante patrimônio arquitetônico, urbanístico e natural, compreendido em seu centro histórico e entorno. Isso proporciona aos alunos do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo, recentemente lá implantado, um diverso e enorme acervo a céu aberto para pesquisas e estudos. Petrópolis teve seu conjunto urbano-paisagístico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1964, tendo este tombamento sido estendido em 1980 e 1982. Portanto, parte considerável da cidade está sob a jurisdição do Escritório Técnico do IPHAN na região serrana e, legalmente, para qualquer intervenção nessas áreas, se faz necessário o aval dos técnicos responsáveis. A Portaria n. 213/96 do IPHAN dispõem sobre o entorno dos bens tombados na cidade de Petrópolis/RJ, principalmente com relação ao uso e gabaritos dos imóveis localizados nestas áreas protegidas. Entretanto, a legislação vigente do IPHAN é muito restritiva para as mudanças e demandas sociais da cidade nos dias atuais. Podemos observar em algumas áreas o crescimento desordenado, e construções e intervenções irregulares nas áreas de entorno, desencadeando interferência na ambiência desejada do conjunto, principalmente na relação entre as edificações e o aspecto urbano-paisagístico tombado da cidade.  A proposta deste estudo é a colaboração de nossos discentes de arquitetura e urbanismo com o Escritório Técnico no trabalho de levantamentos de dados, através de fichas de diagnósticos do conjunto tombado, assim como de sua área de  entorno, visando a revisão das normas vigentes para estas áreas que estão sob a tutela do IPHAN. O objetivo é tornar a atual normativa mais condizente com a dinâmica de crescimento da cidade, porém, ao mesmo tempo, respeitando e preservando os valores atribuídos ao conjunto quando de seu tombamento, assim como conservando seu desenvolvimento coerente e a sua adaptação harmoniosa às necessidades contemporâneas.

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Exporvisões: educação e divulgação do patrimônio histórico do Rio de Janeiro

Coordenação: Prof. Carina Martins Costa

O blog e as redes sociais "Exporvisões: miradas afetivas sobre patrimônio, museus e afins" foram lançados em maio de 2019, em parceria com a pesquisadora Aline Montenegro Magalhães, do Museu Histórico Nacional. É formado por materiais inéditos, com caráter de divulgação científica, baseado em pesquisas e ações educativas desenvolvidas nos âmbitos institucionais. O projeto de extensão ora apresentado pretende aprofundar a produção de materiais de divulgação científica e ações educativas de formação continuada, por meio da estruturação de uma equipe discente formada por alunos de Arquitetura e Urbanismo e Arqueologia para que possamos oferecer, de forma contínua, ações extensionistas sobre o patrimônio cultural do estado do Rio de Janeiro. Estão previstas oficinas, curso de formação e roteiros pedagógicos, além da publicação de todas atividades no blog e nas redes sociais, o que ampliará o público do projeto.

Rio Capital Mundial da Arquitetura 2020: Residência na Praça Tiradentes/Centro Carioca de Design

Coordenação: Prof. Gabriel Schvarsberg

No ano de 2020, o Rio de Janeiro será a primeira cidade a receber o título de Capital Mundial da Arquitetura (CMA) pela UNESCO. O anúncio conferiu à cidade a responsabilidade de promover uma série de eventos relacionados às questões urbanas ao longo deste ano em que a cidade sediará, também, o Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos (UIA). Com o tema “Todos os mundos, um só mundo, Arquitetura 21”, a proposta da CMA se funde com o tema do congresso, uma vez que uma condição está atrelada à outra. A UNESCO, ente que determina a CMA a cada três anos, tem como prerrogativa conferir esse título à cidade-sede do congresso mundial da UIA. O presente projeto visa elaborar propostas que se correlacionem com o tema e os quatro subtemas da CMA (“Diversidade e Mistura”,  Fragilidades e Desigualdades”, “Mudanças e Emergências” e “Transitoriedade e Fluxos” ), mas que também  presentem reflexões e ações com viés particularmente crítico na intersecção dessas dimensões com a paisagem complexa da cidade do Rio de Janeiro. Com uma equipe composta por integrantes do Curso de Arquitetura e Urbanismo da ESDI/UERJ, Laboratório de Design e Antropologia (PPDESDI/ESDI/UERJ), e em parceria com o Centro Carioca de Design, o projeto pretende explorar as temáticas de maneira transdisciplinar. Professores, pesquisadores, estudantes e profissionais de diversas áreas de conhecimento serão convidados a contribuir para a construção de um debate consistente sobre os desafios das metrópoles - e, especialmente, do Rio de Janeiro - na contemporaneidade. O projeto consiste de três ciclos de atividades ao longo de um ano, sendo eles: 1- Entradas: Aproximação aos temas para definição das ações a serem realizadas nos ciclos seguintes; 2- Oficinas: Residência no Centro Carioca de Design, com ao menos quatro oficinas (de acordo com os subtemas); 3- Ações públicas: Com ênfase em produção de visualidades a serem inseridas no território explorado pela Residência no ciclo anterior do projeto.

Prospectivas Urbanas: Crescer e Transformar Cidades, da Petrópolis que temos à Petrópolis que queremos

Coordenação: Profa. Glaucineide do Nascimento Coelho

A prospectiva urbana se constitui em uma forma de visualizar o futuro das cidades, se configurando como uma possibilidade de construção do planejamento urbano. As redes de colaboração e debate estabelecidas no processo, se constituem como um potencial criativo nas transformações sociais inclusivas ao fazer emergir as tensões que desenham as sociedades pelo aspecto sócio histórico, e tendem a influenciar as sociedades futuras em seus territórios e territorialidades.  Colocada como a construção de um conhecimento reflexivo e crítico sobre cidades, a prospectiva urbana pensa pelas representações de cenários desejados, as paisagens urbanas, em um sentido amplo que aponta territórios e territorialidades para as cidades inclusivas e contextualizadas. Nesse sentido, a Nova Agenda Urbana ONUHABITAT III, aponta uma visão compartilhada para um futuro melhor e mais sustentável, nos norteando nas temáticas abordadas para o debate. Lembramos que nessa agenda, direitos e acesso iguais aos benefícios e oportunidades que as cidades podem oferecer são preconizados, no qual os sistemas urbanos e a forma física dos nossos ambientes urbanos podem ser alterados com foco nesse objetivo. Nessa perspectiva, questionamos o “Crescer e Transformar Cidades, da Petrópolis que temos à Petrópolis que queremos” a partir da perspectiva da juventude petropolitana, dando voz e tornando visível a cidade desejada por eles, em que, a partir da parceria estabelecida com o Liceu Municipal Carlos Chagas Filho, os problemas e as potencialidades que poderão configurar o futuro de Petrópolis emergirão. O projeto consiste em 3 fases dialógicas que configuram a construção do conhecimento em momentos recursivos de síncrese, análise e síntese, quais sejam: a entrada na pesquisa; a entrada em campo; e, as sínteses prospectivas urbanas.

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Preservação - Educação patrimonial: Casarões e Palacetes do Centro Histórico e Paisagístico de Petrópolis/RJ

Coordenação: Profa. Maria das Graças Ferreira

O projeto tem como meta levantar dados, elaborar palestras , informativos, visitas guiadas para a divulgação sobre o história, arquitetura e patrimônio do centro histórico e paisagístico da cidade de Petrópolis, situada região serrana do Rio de Janeiro. E contribuir para a difusão da educação patrimonial do Patrimônio Cultural: arquitetônico e paisagístico implantado no século XIX e XX, construído a partir do plano urbanístico do Major Júlio Frederico Koeller, de 1845, que constitui importante Sítio Histórico Urbano como: Conjunto Arquitetônico e Paisagístico tombado pelo IPHAN (Instituto Histórico e Artístico Nacional).Havendo carência de projetos, divulgação e da educação patrimonial efetiva no município,com informações sobre importância deste Patrimônio Cultural da cidade e necessitando de uma articulação entre a universidade, secretaria de educação, cultura e turismo do município e os órgãos de preservação (IPHAN e INEPAC) para implementar essas ações para propagar na sociedade a importância de conhecer e preservar o patrimônio de sua cidade.

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Análise e Diagnósticos de Pequenos Assentamentos

Coordenação: Profa. Patrícia Drach

As áreas urbanas influenciam e sofrem a influência do clima local. O processo desordenado de densificação nos trópicos têm gerado discussões acerca das cidades compactas, e vêm tomando corpo, principalmente àquelas relacionadas às características climáticas locais. Em estudos anteriores “Relação entre Adensamento Urbano e Formação de Ilhas de Calor: Cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro”.  Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico-CNPq (CNPq 487309/2012-0) e “Conforto Térmico em Espaços Abertos no Rio de Janeiro: Relação entre Adensamento Urbano e Formação de Ilhas de Calor” (Projeto CNPq/CAPES – processo 401387/2011-9) as questões do adensamento urbano e do conforto ambiental foram abordadas. A introdução ou a alteração de elementos na malha urbana é capaz de interferir na dinâmica das trocas térmicas e da ventilação. Para os assentamentos pequenos, a falta de espaço para o crescimento da população local ocasiona um adensamento descontrolado com consequências desagradáveis não apenas em relação ao clima, mas também nas relações sociais do lugar. O projeto de extensão aqui apresentado trata do mapeamento de pequenos assentamentos buscando entender desde sua formação, todos os processos ocorridos até os dias atuais, produzindo um diagnóstico do lugar. Esta ação permite que sejam elaborados prognósticos de impactos do adensamento urbano e das consequentes alterações da morfologia urbana sobre a qualidade de vida dos moradores e sobre o clima local, com vistas a gerar estratégias que auxiliem o planejamento e projeto urbanos. O projeto envolve ainda o aprimoramento de ferramentas para visualização dos resultados. Como uma segunda etapa, espera-se determinar estratégias que auxiliem o processo de interferência na morfologia urbana, através do aprofundamento da análise através de simulações experimentais e/ou computacionais.

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BIAU - Banco de Ideias em Arquitetura e Urbanismo

Coordenação: Profa. Patrícia Drach

O perfil social da UERJ faz com a ações e projetos extensionistas tenham uma forte parceria com a comunidade local. O GT Conforto do grupo do Lab-UrBiS atua na cidade de Petrópolis estudando a forma urbana e sua relação com as alterações no microclima. são pontos fortes neste projeto e na construção do Banco de Ideias em Arquitetura e Urbanismo - BIAU. O caráter inter e transdisciplinar do Curso de Arquitetura e Urbanismo, associado às interrelações entre a teoria e a prática permite uma abordagem, aqui no BIAU, mais abrangente no desenvolvimento dos estudos e análises. Desenvolver atividades trazendo os conceitos de “ciência aberta” e “divulgação de ciência” incorpora outras questões à pesquisa e desenvolvimento, dentre elas: buscar meios de ação que sejam replicáveis pelo homem comum; favorecer a interlocução com os saberes das comunidades locais permitindo a troca e complementação destes saberes; divulgar amplamente processo e resultados encontrados para cada questão levantada pela comunidade ou academia. Para o Projeto BIAU é fundamental que os processos e os resultados sejam “abertos”, tenham maior divulgação e reprodutibilidade. Desenvolvendo um trabalho aplicado, conectando membros da comunidade local, alunos de graduação e de pós-graduação e pesquisadores é possível associar Ensino, Pesquisa e Extensão. O projeto Banco de Ideias em Arquitetura e Urbanismo – BIAU surge impulsionando pela vontade de atuar de forma mais direta com a divulgação dos estudos desenvolvidos no Departamento de Arquitetura e Urbanismo. A indissociabilidade entre o Ensino, Pesquisa e Extensão.

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Diagnóstico da Vila Residencial da UFRJ

Coordenação: Prof. Patrícia Drach

Trata-se de um projeto em andamento desenvolvido em parceria com o Programa de Engenharia Urbana - PEU, UFRJ. Durante as últimas décadas, a Vila Residencial da UFRJ passou por intervenções urbanas. No entanto, é observado uma necessidade de melhorias, principalmente na infraestrutura local, que teve sua capacidade sobrecarregada devido ao aumento considerável do número de moradores. O foco deste projeto é realizar um diagnóstico detalhado da Vila Residencial a partir da coleta de dados da morfologia urbana (apontar as variações importantes), do levantamento do perfil social dos moradores, da mobilidade no interior da Vila Residencial, dos serviços locais entre outros, através da leitura de mapas e plantas, de entrevistas, de medições e de informações fornecidas pela Associação de Moradores da Vila Residencial – AMAVILA. Como resultado, a proposição é apresentar mapas de tendências e carências. Espera-se, portanto, desenvolver um 'retrato' da Vila Residencial que será disponibilizado para a Prefeitura Universitária e para AMAVILA possibilitando uma base mais sólida para proposições futuras principalmente de infraestrutura e legislação.

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Guia para um clima melhor

Conexões Sustentáveis: Urbano - Rural

Coordenação: Prof. Patrícia Drach

As especificidades do lugar são fundamentais na formação do microclima e no conforto ambiental auxiliando a compreensão da necessidade de criar estratégias para as cidades, que permitam preservar fatores ligados à qualidade de vida. Cidades muito grandes representam uma grande quantidade de insumos e rejeitos, portanto, grandes gastos ambientais e econômicos para sua gestão. Usualmente, a relação de proximidade com o campo é trazida para as cidades através de tentativas de estabelecer relação com rios e lagos e até a presença de florestas urbanas, mas é comum observar que as tentativas acabam restritas à presença de parques urbanos, praças arborizadas e a introdução da arborização nas vias. Como preservar esta relação do campo, do rural no meio urbano? Seria esta uma forma de reduzir os fluxos da cidade? Seria a proximidade de parte da produção dos insumos e despejo de rejeitos um caminho para redução de custos ambientais e econômicos? Uma relação urbano-rural-ambiental na cidade seria o caminho para sustentabilidade? As estimativas oficiais das Nações Unidas (WUP: The 2018 Revision), indicam que a projeção da população mundial urbana, para 2050, é de 68% (em 2018, estavam em 55%). No caso do Brasil, especificamente, de acordo com as projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mais de 80% da população brasileira vive em áreas urbanas. O crescimento das cidades em número e proporções parece ser fato e, desta forma é de interesse fundamental buscar meios para definir como contribuir para que as cidades tenham qualidade de vida. As áreas de estudo neste projeto envolvem uma proximidade muito grande entre o rural e o urbano, ou seja, uma linha de transição, na qual pode ser possível contribuir em processo de parceria com moradores para o desenvolvimento de espaços de qualidade.

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Casos de conforto: soluções arquitetônicas para a qualidade de vida de comunidades de Petrópolis e entorno

Coordenação: Profa. Sabrina Andrade barbosa

Os edifícios são projetados para proteger as pessoas do ambiente exterior, do vento, da chuva etc. No entanto, atualmente, espera-se mais; devem ser adequados ao meio e eficientes em promover conforto aos usuários. Entre populações de classe social baixa, em que o fator econômico é decisivo, o conforto ambiental – térmico, luminoso e acústico - é muitas vezes deixado de lado. A falta de um projeto adequado resulta em uso errôneo de materiais, problemas ergonômicos e sensação de conforto ambiental baixa. Assim, este projeto de extensão tem como objetivo  apresentar soluções arquitetônicas às edificações não privadas de comunidades vulneráveis da cidade Petrópolis e entorno, como creches e centros comunitários, que contribuam com o conforto ambiental e, portanto, com a qualidade de vida e bem-estar dos cidadãos. Como resultados, são propostas cartilhas de cada caso estudado que contenha não só o diagnóstico da edificação analisada, mas também estratégias arquitetônicas viáveis para a melhoria do conforto ambiental. Complementarmente, serão criados vídeos curtos contendo análise das edificações trabalhadas, bem como as soluções sugeridas, apresentando de forma ilustrativa e de fácil compreensão, o resultado intencionado.

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Laboratório de Saneamento Urbano e Sistemas Prediais (LABSUSP): Melhorias Sanitárias em Habitações de Interesse Social (HIS) no município de Petrópolis/RJ

Coordenação: Prof. Vinícius Masquetti da Conceição

O acelerado processo de expansão urbana sem o devido planejamento tem ocasionado vários problemas para a população, tais como poluição do ar, solo e água; congestionamentos; ocupação irregular do solo; Sistemas Prediais - LABSUSP visando a inserção de diferentes grupos de trabalhos (GT’s) para o desenvolvimento de estudos e projetos voltados para a área de engenharia sanitária e melhorias da qualidade de vida das comunidades carentes do entorno da região serrana do Rio de Janeiro, especificamente na cidade de Petrópolis. Dessa forma, o projeto pretende mobilizar alunos do curso de arquitetura e urbanismo da UERJ, professores, entidades, e a sociedade em geral para apresentarem e disseminarem experiências, ideias, conhecimentos e práticas relacionadas ao saneamento urbano, as quais tem caráter eminentemente pragmático, replicável e relação com questões fundamentais como melhoria sanitária, a conservação da água, a proteção dos mananciais, a redução da poluição, o uso eficiente da água, violência; destinação inadequada dos resíduos sólidos, etc. A ausência dos serviços de saneamento básico é um dos problemas característicos dos centros urbanos, fato que influencia diretamente na saúde pública, desigualdade social, poluição dos recursos hídricos, poluição urbana, entre outros.

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Rede Inter/universitária para Habitação de Petrópolis: Projeto, Pesquisa e Prática Profissional

Coordenação: Prof.  Wilder Manuel Ferrer Tenicela

Bordas no urbano

Coordenação: Prof. Wagner Barboza Rufino

O projeto de extensão Bordas no Urbano tem o intuito de realizar um conjunto de propostas de transformações socioespaciais expressas em projetos de arquitetura e urbanismo para a região do Caxambu, localizada no município de Petrópolis. O Caxambu é estabelecido em conformações em que se incluem tecidos de cidade tradicional, áreas de informalidade, rios, áreas vegetadas e espaços rurais de produção familiar, em que se evidenciam típicas complexidades e contradições sociais, econômicas e ambientais do urbano contemporâneo, e que gradativamente se agudizam. Neste contexto, os procedimentos metodológicos a serem adotados pela equipe do projeto visam desenvolver, de maneira participativa, análises diagnósticas que servirão de subsídios para a elaboração de propostas (projetos de arquitetura e urbanismo) de transformação da realidade. As propostas - avaliadas pela comunidade e reprocessadas pela equipe de projeto - poderão servir de plataformas de reivindicações perante o Estado, e de importante experiência de enfrentamento da realidade por parte dos alunos protagonistas do processo de desenvolvimento do projeto.

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Imaginações urbanas

Coordenação: Prof. Wagner Barboza Rufino

O projeto de extensão Imaginações Urbanas constitui uma iniciativa de reflexão coletiva sobre a produção do espaço na cidade contemporânea, realizada por uma equipe de alunos, professores, membros da comunidade e artistas, no âmbito do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Escola Superior de Desenho Industrial da UERJ. O intuito é o de se debater sobre a pertinência e possibilidade de realização de intervenções de arte urbana, considerando a capacidade destas de cumprirem funções sociais e pedagógicas, e de promoverem transformações na interpretação dos territórios por parte da sociedade.  Na cidade contemporânea estão gravados a sobreposição dos tempos, modos de vida e a combinação de dimensões constituintes de suas dinâmicas. Nela também se articulam os fatores que participam da constituição da vida mental das pessoas, e de suas interpretações da realidade. O cotidiano tem como propriedade a capacidade de fortalecer as ligações dos membros de determinado grupo, e o pertencimento do grupo ao seu espaço - em concomitância a processos antagônicos de neutralização dos olhares sobre o território. Portanto, buscamos a desestabilização dos olhares, provocando a transformação das interpretações na interação entre sujeito e espaço. Neste caso, a arte se coloca como lugar de expressão e chave de interpretação da realidade, através da promoção da troca e do estimulo à experimentação.

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Esdi: Janelas Abertas

Coordenação: Profa. Ligia Medeiros

O projeto visa divulgar o ensino e os acontecimentos do design para a comunidade externa à ESDI. Ele foi criado no início do ano de 2001, com o objetivo de divulgar o campo do desenho industrial e a formação propiciada pela Esdi, de modo a ajudar tanto jovens interessados em ingressar na profissão a escolher adequadamente uma carreira, quanto aos alunos da instituição que buscam maior esclarecimento sobre as perspectivas que o mercado de trabalho oferece. Para tanto, vêm sendo organizadas, ao longo dos anos de existência deste projeto, atividades dirigidas a instituições do ensino médio do Rio de Janeiro, com palestras e visitas monitoradas. 

Estudos da imagem nas Redes Sociais

Coordenação: Prof. Marcos Martins

O projeto tem o objetivo de investigar os fluxos retóricos de imagens em mídias velozes. Ele estuda a forma como as imagens compartilhadas em redes sociais operam sobre o senso comum, formulando e reformulando opiniões. Os trabalhos feitos pelo projeto incluem estudos preliminares contextualizando e conceituando a presença de imagens em redes sociais.

Informativo Eletrônico Sinal

Coordenação: Profa. Ligia Medeiros

O Sinal é um Informativo eletrônico publicado semanalmente com notícias, registros, agenda interna e externa sobre fatos e temas relacionados ao design. Atualmente, estão cadastrados alunos, professores e funcionários da Escola, além de centenas de ex-alunos, orientadores pedagógicos e diretores de ensino médio, professores e estudantes de outras faculdades de desenho industrial, alunos estrangeiros que participaram do intercâmbio com a Esdi, designers e outros profissionais, que somados chegam a 6000 assinantes do boletim.

Observatório etnográfico de design e inovação social no Rio de Janeiro

Coordenação: Profa.  Zoy Anastassakis

O projeto pretende criar um ambiente de observação, exposição e diálogo entre a Escola Superior de Desenho Industrial e a cidade do Rio de Janeiro, a partir da observação participante (abordagem etnográfica) de ações conceituadas e implementadas, seja pelo setor público, seja pelo setor privado ou por grupos sociais específicos, no que tange à gestão e ao desenvolvimento da própria cidade, e, mais especificamente, nas soluções tecnológicas, urbanísticas, produtivas e culturais, que busquem endereçar grandes questões sócio-culturais. Nesse sentido, em um primeiro momento, o projeto constitui-se em duas vertentes: 1) uma que observa como, na cidade do Rio de Janeiro, se constituem os processos de transformação urbana, não entendida aqui como restrita ao campo específico da arquitetura e do urbanismo, mas entendendo a urbes como espaço sócio-cultural, em que diferentes atores interagem com o meio-ambiente natural e o construído, em maior ou menor grau de interatividade. Assim, busca identificar, conhecer e dialogar com iniciativas que se direcionem para a gestão ou a transformação (via inovação) da própria cidade, vista como um todo formado por diversos sistemas, tais como o de transporte, saúde, habitação, educação, limpeza, segurança e etc. 2) busca observar, identificar e sistematizar ações, bem como dialogar, dentro do campo mais específico do design, que se orientem para o enfrentamento das questões relativas à cidade, entendida como um sistema complexo de sujeitos, entidades, espaços e práticas sociais. Nessa vertente, a ação do projeto de extensão não se restringe ao context carioca, ampliando o campo do diálogo para toda a comunidade de design, buscando identificar, dentro dela, profissionais, abordagens, metodologias e melhores práticas, que possam colaborar para os processos de gestão e inovação do espaço social urbano carioca. Essas duas vertentes se encontram em um ambiente virtual que visa gerar uma janela para o diálogo entre as questões.

Revista Arcos Design

Coordenação: Profa. Barbara Szaniecki

A Revista Arcos Design tem por meta abrir espaço para a divulgação de estudos e trabalhos científicos oriundos de diversas disciplinas, desde que sejam relevantes e priorizem o campo do Design nas suas mais diversas áreas de conhecimento. O periódico foi lançado em 1998 na versão impressa e relançado em 2009 na versão digital. Está vinculada ao PPD ESDI - Programa de Pós-Graduação em Design da ESDI. Dedica-se ao estudo dos objetos e das linguagens visuais no contexto mais amplo da sua produção e recepção.  

Unidades de Desenvolvimento Tecnológico

Incubadora de Empresas de Design Esdi/ Uerj

A Incubadora tem como objetivos oferecer infraestrutura física adequada para as atividades das empresas, ajudar com a modelagem básica de negócios e apoiar as empresas incubadas por meio de consultorias técnicas e gerenciais (que comportam áreas das mais diversas como gestão de negócios, gestão financeira, marketing, networking, etc.). Além disso, cabe a uma Incubadora coordenar palestras, seminários, e eventos de caráter gerencial que promovam o desenvolvimento da cultura empreendedora, e, no caso da Incubadora da ESDI, estabelecer parcerias com organismos de fomento ao Design e divulgar as atividades realizadas pelas empresas incubadas, pré-incubadas e associadas.
A Incubadora da ESDI foi projetada para proporcionar às firmas incubadas um espaço onde poderão não apenas desempenhar suas tarefas com eficiência, mas também um ambiente que tem por mérito potencializar a atividade criadora. No presente momento, o espaço da Incubadora comporta o acolhimento de até três empresas (com foco em Design) sendo-lhes facultada a permanência por um período de dois anos prorrogáveis por, no máximo, mais um período de um ano – findo os quais, seguramente, terão condições de enfrentar a competição dos mais duros mercados.
O objetivo da Incubadora de Empresas de Design da ESDI é proteger os primeiros passos das firmas que tenham demonstrado, mediante concurso público, potencial de gerar excelência em negócios focados no Design.

Laboratório de Biomimética

O Laboratório de Biomimética se destina a desenvolver um corpo de conhecimentos teórico/prático fundamentado na técnica biônica ou biomimetismo, com a finalidade de gerar ideias e encontrar soluções para o design, utilizando a Natureza como modelo, medida e mentora. Trata-se aqui de uma nova ciência pluri, inter ou mesmo transdisciplinar, que ao reunir, basicamente, biologia, design e engenharia levará, em breve, à descoberta de novos materiais e compósitos, novos produtos e processos de fabricação, desenvolvimento de aparelhos captadores e processadores de energias naturais, de robôs, próteses humanas  e animais, processos cirúrgicos mais simples e seguros, estruturas mais leves e eficientes, dentre outros. Todo este trabalho visa consolidar uma nova maneira de se lidar amigavelmente com o nosso Planeta Terra, evitando ao máximo a atitude predatória dominante, pois ainda é o único que temos para viver. Outra meta não menos importante do Laboratório é implantar na grade curricular da ESDI um curso regular de Biônica para a graduação e pós-graduação, uma vez existindo condições para tal.

 O Laboratório de Biomimética da ESDI, do ponto de vista conceitual, tem como principais diretrizes:

1) Abrir novos caminhos na busca de soluções para os problemas de Design em geral, trazendo as ideias da Natureza para a atividade projetual;

2) Desenvolver bases para a aplicação dos princípios de Máximo e Mínimo, sempre

presentes nas realizações da Natureza;

3) Fornecer uma melhor compreensão das relações entre: Estrutura, Crescimento, Forma, Função, Material, Cor, Sistemas e Mecanismos.

Laboratório de Prototipagem Rápida

O Laboratório de Prototipagem da ESDI está equipado com uma impressora 3D FDM, um scanner 3D de luz estruturada, uma fresa CNC Roland 650 para materiais não-metálicos, uma fresa CNC Knuth de medio porte para metais, uma corte a laser, um torno de precisão, uma máquina de conformação a vácuo e uma máquina de corte, dobra e calandragem de chapas metálicas. É neste laboratório que são desenvolvidos projetos mais avançados de prototipagem e modelagem de várias disciplinas do curso de graduação em Desenho Industrial da ESDI. O laboratório também faz estudos sobre novas técnicas de prototipagem e desenvolve seus próprios equipamentos, dentre os quais pode-se citar um acessório para transformar uma fresa CNC em uma impressora 3D FDM.

Laboratório Experimental de Design da Esdi (EsdiLab)

As atividades desenvolvidas pelo EsdiLab vão além daquelas previstas para laboratórios de pesquisa e incubadoras de empresas. Esta unidade de desenvolvimento tecnológico nasce em 2016 de uma iniciativa da nova diretoria da Esdi que buscava reunir professores e alunos de graduação e pós-graduação, além de parceiros externos, em projetos que tivessem por objetivo a inovação nas práticas de design a partir de questões fundamentais que definem a identidade da escola. Assim, EsdiLab tem por objetivo reunir ações, projetos e pesquisas que explorem e desenvolvam meios e métodos inovadores em design, arquitetura e urbanismo. A UDT abrange diversas áreas de atuação dentro dos campos do design e da arquitetura e urbanismo, em especial aquelas norteadoras dos cursos de graduação da Escola Superior de Desenho Industrial, bem como as que informam as linhas de pesquisa do PPDEsdi. Dentre as ações já em andamento, destacam-se a elaboração de novo website para a escola e os projetos Colaboratório, uma ocupação criativa da Oficina Gráfica da Escola, e Espaços Verdes, que desenvolve pesquisas sobre agricultura urbana e suas relações com o campo do design.

 

Laboratório Socioambiental de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo - LSECAU

Coordenação: André Luiz Carvalho Cardoso

O Laboratório Socioambiental de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, teve seu início no ano de 2015, vinculado ao DCCT/FEN/UERJ. Atualmente, vinculado ao Departamento de Arquitetura e Urbanismo DAU/ESDI/UERJ, o LSECAU continua seguindo seu objetivo central de funcionar como um escritório modelo universitário, desenvolvendo serviços de assistência técnica gratuita nas áreas de arquitetura, urbanismo e engenharia civil para comunidades carentes e famílias com renda de zero e três salários mínimos, conforme prevê o decreto 11.888/08. Assim, a proposta do projeto de extensão é desenvolver uma participação discente expressiva na execução de estudos e elaborações de projetos e pesquisas de cunho socioambiental, colaborando para o ensino, a pesquisa e a extensão. Procura-se garantir uma vivência profissional complementar, aproximando os alunos à realidades sociais e ao mercado profissional. O LSECAU conta com uma estrutura transdisciplinar que busca, a partir de um atravessamento de saberes, o desenvolvimento de mapeamentos e estudos tecnológicos para qualificação de comunidades carentes e construções de interesse social.

 

Laboratório de cultura, Arquitetura e Urbanismo - Ilha Grande (LabCAU): Temporalidades e desenvolvimento socioambiental em Dois Rios

Coordenação: André Luiz Carvalho Cardoso

O projeto de extensão Labotatório de Cultura, Arquitetura e Urbanismo - Ilha Grande (LabCAU), nasce da construção de parceria entre professores do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Esdi/UERJ e o Ecomuseu da Ilha Grande. Assim, vinculado ao Programa de Extensão Ecomudeu Ilha Grande, o presente projeto de extensão tem como foco central o implemento e desenvolvimento socioambiental, assim como a recuperação arquitetônica e urbanística das várias camadas temporais de ocupação que se sobrepõem na Vila Dois Rios. A proposta do projeto de extensão é desenvolver uma participação discente expressivana execução de estudos e elaboração de projetos e pesquisas arquitetônicas e urbanísticas de cunho socioambiental na Ilha Grande, colaborando para o ensino, a pesquisa e a extensão, ao garantir uma vivência profissional complemetar, aproximando os alunos à realidade socioambiental e ao mercado profissional. O LabCAU Ilha Grande contará com uma estrutura transdisciplinar, buscando, a partir de um atravessamento de saberes, o desenvolvimento de estudos culturais e tecnológicos para qualificação e desenvolvimento local. Desta forma, o LabCau Ilha Grande, pretende detectar potenciais e construir parcerias com a comunidade local, grupos de pesquisas, entre outros, e também com profissionais que atuem informalmente em suas comunidades, buscando a qualificação no desenvolvimento de técnicas, métodos construtivos ou iniciativas sustentáveis existentes nas comunidades.

 

Esdi T.A - Núcleo de Design de Tecnologias Assistivas

Coordenação: Wandyr Hagge Siqueira

O núcleo tem como objetivo o desenvolvimento de projetos tecnológicos inovadores de produtos, processos, serviços e estratégias em Tecnologias Assistivas, com recursos de hardware, software e equipamentos de prototipagem compatíveis com as atividades de ensino, pesquisa e extensão realizadas no âmbito da a Escola Superior de Desenho Industrial - ESDI/UERJ. Como objetivos secundários o Esdi T.A se propõe a disseminar o conhecimento acerca de Tecnologias Assistivas no Rio de Janeiro; ampliar a oferta de cursos, palestras, workshops e atividades de qualidade voltadas às áreas de design, inovação e empreendedorismo; prospectar projetos promissores de conclusão de curso, teses e dissertações, contribuir para a consolidação da ESDI no cenário carioca de Design e articulação com outras instituições e unidades da UERJ.